12.15.2009

eu gosto de certas coisas imortalizadas, pois creio que não haja melhor forma de se reconhecer o valor que ela tem. no seu caso, stuffed, cabe muito bem uma aposentadoria, e sei que dessa vez não tem retorno. assim como não abro mais espaço para a vida me pregar peças, quero ver em ti apenas um lugar onde comentei sobre minha vida amorosa ou social, e acho que o final que merece é o mesmo que o meu - um final feliz. e eu nunca estive tão feliz em toda a história desse blog, ou até mesmo na minha vida pessoal.

eu tinha um sonho superficial de ter um fusca, hoje tenho um renault clio 1998/1999. ontem não tinha expectativas profissionais, hoje trabalho com algo sólido, lucrativo e promissor. estou prestes a fazer o exame da segunda fase da FUVEST do curso de letras. estou compondo regularmente para a minha banda, escrevendo letras sobre um assunto que para mim é um bocado desafiador. vou usar aparelho dental, não tenho mais dermatite e por sinal até fiz uma nova tatuagem. me sinto com uns cinco anos a menos mas com maturidade de uns cinco a mais.

e o mais importante: me sinto pleno amorosamente. certo que nunca estive tão bem e que não poderia estar em melhor forma, completarei seis meses de felicidade intensa e sincera. já não consigo ver nada além de todas as coisas boas que acontecem e melhor ainda, não há nada que me faça sentir tão bem. é o amor da minha vida, de forma completa.

então, aqui encerro as atividades desse que foi o registro de uma fase de laços rompidos e de apatia concentrada. não pretendo parar de escrever - se quiserem me procurar, eu sempre estarei por aí. quem acompanhou, lembre-se do stuffed assim como me lembrarei: um diário dos anos em que eu não sabia quem era, pra onde iria ou com quem deveria estar. e agora que tudo funciona corretamente, estou seguindo!

23:27 ::

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11.9.2009

notei que de um tempo pra cá, tenho chorado um bocado, pelos motivos mais sinceros e alguns mais banais [futebol, por exemplo]. eu nunca fui de chorar na vida toda - até me senti um bocado insensível em outras ocasiões. dentre esses motivos, o último foi a cena final de juno:



comemorei meus quatro meses com a maiara assistindo a esse filme, do qual nós dois já tínhamos assistido. não que haja uma relação do roteiro do filme com a vida real, mas notei que eu finalmente pude discernir o que é um sentimento puro e o que é um sentimento comedido, e pude também notar que agora sim, desenvolvo um sentimento sincero e não apenas preencho um espaço. agora, eu simplesmente não vejo o que as pessoas costumam ver nas outras pessoas, a não ser o que eu vejo em você: a pessoa que eu sempre esperei.

i don't see what anyone can see in anyone else, but you.

21:45 ::

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10.12.2009

não existe pessoa mais completa, no mundo todo, que essa que vos escreve. eu apostaria tudo o que tenho, mas o valor que emprego a tudo isso é tão grande que nenhuma pessoa em sã consciência colocaria em jogo. eu só sei que a felicidade é tanta que não existem palavras pra descrever. tristeza a gente sempre escreve, é mensurável e sempre passa. agora, o que a maiara me proporciona, não dá pra descrever...

23:36 ::

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9.11.2009

se eu avaliar, com base no perfil do last.fm o que eu escuto, garanto que setenta e cinco por cento é punk rock, cinco por cento brock, e dezenove por cento de rock em geral. apenas um por cento fica para outros estilos variados.

nesse um por cento sobrante, reservo essas linhas para uma menção honrosa à tiê. minha namorada me mostrou dois sons dessa artista e conseguiu me convencer sobre a qualidade que ela tem. em um primeiro momento enchi-me de preconceitos e comparações com artistas mais voltadas ao hype do que à música em si [a.k.a. "mallu magalhães"], mas tudo caiu ao ouvir os primeiros versos de "♫ aula de francês". fiquei viciado. de tanto ouvir, literalmente aprendi algumas expressões do idioma e até relembrei algumas que tinha aprendido, fora o que a própria maiara já tinha me ensinado. achei genial, e não só porque foi minha namorada quem me mostrou. sozinho, fui atrás de procurar mais sons, e ouvi uma dezena deles.

hoje, eu decidi colocar aqui uma letra da própria tiê, pra comemorar [atrasado, pois foi ontem] o aniversário de vinte e dois anos da pessoa que me apresentou o som dela. essa música, "♫ dois", retrata bastante como nos conhecemos e como as coisas têm fluído entre nós desde então. e assim como ela gosta muito de numerologia, vale por todo o contexto: dois meses, vinte e dois anos, dois compositores [tiê e thiago pethit].

como dois estranhos,
cada um na sua estrada,
nos deparamos, numa esquina, num lugar comum.
e aí?
quais são seus planos?
eu até que tenho vários.
se me acompanhar, no caminho eu possso te contar.
e mesmo assim, eu queria te perguntar,
se você tem ai contigo alguma coisa pra me dar,
se tem espaço de sobra no seu coração.
quer levar minha bagagem ou não?

e pelo visto, vou te inserir na minha paisagem
e você vai me ensinar as suas verdades
e se pensar, a gente já queria tudo isso desde o inicio.
de dia, vou me mostrar de longe.
de noite, você verá de perto.
o certo e o incerto, a gente vai saber.
e mesmo assim,
queria te contar que eu tenho aqui comigo
alguma coisa pra te dar.
tem espaço de sobra no meu coração.
eu vou levar sua bagagem e o que mais estiver à mão.


feliz aniversário, meu amor! ♥

L8ER: mais um post escrito na unisys; dessa vez, pedi pro lipe, baixista dos opponents, postar por aqui. ele deixou uma mensagem antes, editada agora... olhem só: "Olá amigos....Hoje é um dia muito importante; Descobri que sou gay! cansei de ser homem dá muito trabalho, quero daqui pra frente só ficar por baixo, ser o passivo....
Parei a zueira, aqui quem fala é o lipe, invadindo geral o blog do Bejota, mó zueiro, mó traquinas, na maldade!!ahuahuaa
"

11:56 ::

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9.9.2009

tenho exatos dez minutos [espero não interrompido nesse decorrer de tempo] para escrever sobre o final de semana prolongado da semana passada. na verdade, eu acho que nem todo o tempo do mundo descreveria um centésimo da minha felicidade em tal momento... por isso, vou deixá-los, amigos, apenas cientes de uma coisa: eu renovei a certeza que eu tinha que a maiara é a pessoa da minha vida.

hoje completamos dois meses juntos, mas a intimidade e companheirismo que temos não revela isso. parece que nos conhecemos há anos, e melhor que isso, parece que estamos juntos há décadas! minha família gosta muito dela, meus amigos a receberam muito bem, e eu vejo que ela mesma está se sentindo ã vontade com a minha rotina. sinto-me muito bem em ver que estamos caminhando juntos, pensando apenas no hoje e no que há por vir.

"quem respeita ao passado faz o melhor do presente para poder sonhar com o futuro". eu sempre tento me atar a isso, e de certa forma, tenho conseguido. ontem, véspera da data apocalíptica de hoje, fiquei com dor de cabeça tentando resgatar algo semelhante ao presente, e na verdade, o que eu percebi é que as coisas boas e as ruins que se passaram devem ficar onde estão, preservadas... foram importantes para isso o que está acontecendo agora. e adivinha quem abriu meu olho pra isso? ponto pra maiarão!

ou, como dizem os amados manges: "il passato mi ha ingannato, il presente mi tormenta, il futuro mi spaventa"...

L8ER: é um saco digitar o texto na unisys e só poder postar aqui em casa. pelo menos o template do richie ficou bacana, né? (:

22:43 ::

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8.24.2009

eu não sou poeta. tenho banda, mas não me considero músico. pode ser que um dia eu tenha mais desenvoltura para escrever algo que vá além das letras de punk rock... essa é a primeira vez que escrevo uma letra pra alguém com todo o sentimento. eu nunca havia me sentido à vontade pra escrever, talvez por nunca ter sentido algo à essa intensidade... é fácil procurar músicas escritas por outras pessoas e identificar semelhanças com relacionamentos que se passaram, mas o que deve ser feito quando nunca houve nada parecido com o relacionamento que se têm? eu tenho pensado nisso nos últimos quarenta e cinco dias e a única coisa que concluí é que eu mesmo precisava escrever algo. se ficou bonito ou não, cabe somente à maiara avaliar.

"comparar sua beleza a algo é impossível
analogias não existem ao passado
a ciência dos nossos fatos é imcompreensível
o futuro dos nossos passos é improvável

e os tolos cantarão nossos versos
e se entreterão com a nossa história
meu amor, meu sentimento é nobre e pleno
e não mais carrego angústia na memória

sua presença me anima o dia
e sua voz me embala nas noites frias
em tuas mãos deposito minhas esperanças
e em meu peito carrego teu semblante.
"



você gostou, be?

23:04 ::

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8.8.2009

quando eu postei aqui dizendo que não seria justo pra ninguém sair comigo na condição em que eu estava [recuperado de um tombo], me equivoquei, admito. na verdade, essa é a melhor fase em que estou. ter tropeçado me deu forças pra continuar a andar, e do fundo do poço, não pude contemplar nada a não ser a luz que me veio de cima. comecei, então, minha ascenção à situação atual. eu sempre penso que estou no melhor momento da minha vida, mas a maiara têm me mostrado que sempre dá pra ser melhor!

dizem que quão mais alto se sobe, maior é a queda... mas pra quem já caiu tanto como eu, nenhuma queda dói mais [ainda mais depois do tamanho da queda que tive da última vez]... eu também acredito que só se sofre uma vez; a minha vez já foi. agora, eu só quero saber de viver um dia de cada vez, passo a passo, sem começar a contemplar futuro. pelo menos por enquanto. vou curtir ao máximo as vibrações boas que ela me passa, curtir seu sorriso, seu cheiro, seu abraço, seu cheiro...

já com o trabalho novo, estou atuando em horário comercial ganhando mais e trabalhando com algo que gosto. é longe do aricanduva, mas não trabalho aos finais de semana mais. ou seja, além de ver a maiara no meio da semana, ainda a vejo por mais três dias. ela pode até falar que não mora perto, mas eu duvido. o sacomã nunca foi tão acessível como nos últimos vinte e oito dias, que particularmente significam mais que qualquer maldição de oito meses que possa ter passado na minha vida. esses são os vinte e oito dias em que meu sorriso não saiu do rosto, nem em frente à todas as turbulências.

me desculpem pelo texto digressivo. eu simplesmente não consigo controlar as emoções que saem do coração e se expressam no teclado.

"e quem um dia irá dizer que existe razão pras coisas feitas pelo coração? e quem irá dizer que não existe razão?..."

L8ER:
estou aqui agora na casa dela, com esse texto que escrevi à tarde na unisys. cada vez que eu a vejo, tenho a certeza que acertei o pulo quando a encontrei...

00:29 ::

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7.27.2009

a maiara [referida aqui anteriormente como "musa da energia" por não possuir, naquela ocasião, os privilégios que concedi] colou na parte de trás do meu celular um adesivo com uma frase do pequeno príncipe do exúpery que marcou o final de semana que passou. estou correndo pra almoçar, com o coração em chamas, justamente por saber que de tudo o que eu registrei aqui nesse espaço até hoje, e até antes disso, nada foi igual. não chegou nem perto, por sinal. é bom se sentir único, e ter uma pessoa única na vida é melhor ainda... e sim, considero esse "única" como "melhor" ♥

12:44 ::

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7.21.2009

sem hesitar, afirmo: estou tão feliz que não meço esforços. fiquei feliz até na segunda-feira, que beleza!

00:14 ::

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7.18.2009

acordei pro sábado mais feliz dos últimos anos! como é bom me sentir bem comigo mesmo novamente, e disposto a encarar e vencer novos desafios... é visível o meu interesse e é visível também o quão disposto estou. hoje até escrevi uma música pros pôneis opponents, e planejei o que fazer amanhã com a musa da energia.

falando nela, que rolê foi aquele ontem? eu nunca pensei que conseguiria reunir em um lugar só todos os amigos malucos e ainda por cima estaria com ela. o cervejazul ficou pequeno ontem pras bandas que tocaram, pros amigos que compareceram, pro bombeirinho que tomamos e principalmente, pra todas as coisas boas que eu ouvi (:

16:18 ::

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bejota (luiz), 21. unisys, fuvest, santos f.c., opponents, bubblegum attack.

¯ the manges, the peawees, ben weasel (tudo: riverdales, screeching weasel, carreira solo), holly tree, flicts, jawbreaker, green day, ramones, casualties mais?

maiara, maiara, maiara. sempre.